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quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Alexandra

A programação do Teatro Gil Vicente está cada vez mais pobre, mas de vez em quando ainda mostra qualquer coisa interessante. Alexandra de Aleksandr Sokurov. Uma espécie de poema triste.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

O programa do Aleixo



Fiquei fã do programa do Aleixo. Passa na Sic radical aos Domingos por volta das 20h e qualquer coisa...

terça-feira, abril 24, 2007

Caminhos do Cinema Português

Talvez ilustrando o estado do país, e o estado do meu trabalho, que depende de um cluster de computadores, a noite de ontem foi um falhanço um pouco anedótico. Depois de vemos uma curta metragem um pouco estranha e sermos envolvidos no ambiente pesado do filme de Teresa Vilaverde, quando finalmente ía acontecer algo à protagonista do filme, faltou a luz e a projecção foi interrompida.

Outra pequena anedota é a forma de votar. Num papelinho com o nome dos filmes pedem-nos para votar de 1 (não vale o preço do bilhete) a 5 (devia estar no Indie Lisboa). Ainda não percebi se esta referência é provincianismo ou sentido de humor.

segunda-feira, abril 23, 2007

Caminhos do Cinema Portugues

Ou é do bom tempo, ou não sei mas tenho a sensação de ter passado estes últimos tempos fechada em casa. Não no fim de semana passado com o concerto na Salão Brasil. Agora estou de novo no TAGV. Acho que já tinha saudades de cá vir. Perto de mim uma rapariga fala no Skype com uns daqueles "phones" que têm microfone acoplado, deixando-lhe as mãos livres para de vez em quando roer as unhas. Tem as feições da Julliette Binoche mas fala alemão. E com entusiasmo, com intimidade. Provavelmente não está a discutir mas a conversa parece no mínimo fluida quase acalorada.

Mas o que me fez aqui vir não foi só o poder ouvir as conversas incompreensíveis (por enquanto pelo menos, que as aulas de alemão lá darão os seus frutos) de estranh@s. Foi mais uma vez um filme, ou dois para ser mais precisa. Estes filmes fazem parte da programação de um festival.



Assim me consolo do Indie decorrer em Lisboa sem mim. Conto com o Pedro para me ir dando as notícias. E no fim de semana passado por que não fui eu ao CCB? E o Hugo que normalmente não deixa escapar este tipo de eventos também esteve por cá. E o próximo fim de semana que ainda não vai passar por Lisboa? Antes pelo Porto e pela Casa da Música, mas isso é outra história.

Queria saber mais pormenores sobre a história deste festival mas uma olhadela rápida ao site não me deu as informações que procurava.


Da página do TAGV:

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Janeiro é mês de Frio. Fevereiro, de Carnaval. Março é tempo de Oscars em Hollywood e Abril é mês de Cinema Português. Como vem sendo hábito, a organização dos Caminhos do Cinema Português monta o único palco onde desfilam os melhores filmes de produção e co-produção portuguesas anuais.

De 21 a 28 de Abril, o Teatro Académico de Gil Vicente acolhe a mostra principal de cinematografias portuguesas, enquanto outras obras de proveniências diversas têm lugar em espaços alternativos, complementando a XIVª edição do festival Caminhos do Cinema Português.
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Os fimes a ver, uma curta e outra longa metragem, Ladrões de Nêsperas de Fernando Lobo Amaral e Transe de Teresa Villaverde. Desta última o desdobravel diz o seguinte:

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Esta é a história de uma mulher de vinte e pouco anos, Sónia, que abandona o amigo e família, em São Petersburgo, e decide partir sem olhar para trás...
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Vamos ver... Depois do filme digo mais qualquer coisa.

segunda-feira, abril 02, 2007

Tchékhov e a Arte Menor

É um espetáculo que reúne seis peças em um acto de Anton Tchékhov e que pode ser visto na Oficina Municipal do Teatro, em Coimbra pela Escola da Noite. Cinco das peças são cómicas: em O Trágico à Força um veraneante desespera com a sua vida de Verão, na segunda peça O Pedido de Casamento é atrapalhado por algumas divergências entre vizinhos, e depois seguem-se O Urso, O Canto do Cisne, Os Malefícios do Tabaco e O Jubileu. Tudo se passa dentro de uma caixa negra onde cabe o palco e o público, um candelabro e mais alguns adereços e tudo se move de peça para peça. O Canto do Cisne é a única peça que não é cómica. Fala sobre um velho actor e é dividida em vários trechos queu vão sendo apresentados entre as peças da segunda parte. Penso que a intensão seria que funcionasse como reflexão sobre o teatro, de alguma forma ilustrada pelas curtas peças cómicas que a intermeiam, mas na minha opinião há qualquer coisa que falha, uma mensagem que não passa. Os Malefícios do Tabaco é uma peça que faz parte de uma história que o Paulo Leal contava há já muito tempo. Um qualquer professor da faculdade chamava-o à atenção para os malefícios do tabaco, e ele oferecia-se para discorrer sobre o assunto, ou qualquer coisa do estilo. Finalmente vi a peça e percebi a história que ele contava.

Este foi o segundo espetáculo de Escola da Noite a que assisti (o primeiro foi Play com textos de Becket) e ambos apresentaram uma montagem de várias peças curtas, formato que parece agradar a esta companhia de teatro. De facto o formato resulta e desta vez resultou num espetáculo muito divertido e bem conseguido. Se puderem, não percam.