sexta-feira, abril 17, 2009
quinta-feira, abril 16, 2009
Proposta para o fim de semana de 1 de Maio
Que tal virem até Coimbra para fazermos uma caminhada na Serra da Lousã, passando pelas aldeias de xisto como o Talasnal.

Fotografia do blog Retratos de Viagem

Fotografia do blog Retratos de Viagem
quarta-feira, abril 15, 2009
Outros projectos internauticos...
...ou a razão porque não tenho escrito neste blog.
Ultimamente tenho estado envolvida na manutenção do site de Le journal de la Maison, e na construção da minha pequena parte nesse site, o blog diz.e.tal. No site está agora uma exposição muito interessante da Inês Abreu e Silva, com o título Maria Eugénia. Dêem-lhe uma vista e digam de vossa justiça.
Ultimamente tenho estado envolvida na manutenção do site de Le journal de la Maison, e na construção da minha pequena parte nesse site, o blog diz.e.tal. No site está agora uma exposição muito interessante da Inês Abreu e Silva, com o título Maria Eugénia. Dêem-lhe uma vista e digam de vossa justiça.
Video club
Ultimamente tenho ido ao cinema menos vezes. Por preguiça, por falta de companhia com o mesmo tipo de gostos, por falta de oferta nesta "nossa" cidade. Mas desde há 2 dias que sou sócia de um video-club e espero recuperar os filmes perdidos. Ontem vi "A rapariga cortada em dois" de Claude Chabrol.
terça-feira, abril 14, 2009
Lucrecia Martel
E ao terceiro filme a realizadora Argentina Lucrecia Martel alcança a imortalidade. "La mujer sin cabeza" para ver em Lisboa no cinema King.
sábado, abril 04, 2009
Já cheira mal
JOSÉ SÓCRATES, O CRISTO DA POLÍTICA PORTUGUESA
por
João Miguel Tavares
Jornalista - jmtavares@dn.pt 03 Março 2009
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.(continua).
Por causa deste artigo de opinião, o José Sócrates processou o autor. E não foi o único. Dois jornalista do Público e o próprio director foram processados...
Tenham medo, tenham muito medo....
por
João Miguel Tavares
Jornalista - jmtavares@dn.pt 03 Março 2009
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.(continua).
Por causa deste artigo de opinião, o José Sócrates processou o autor. E não foi o único. Dois jornalista do Público e o próprio director foram processados...
Tenham medo, tenham muito medo....
terça-feira, março 31, 2009
quarta-feira, março 25, 2009
O planeta futebol
Só o futebol é capaz de tornar um bom cristão num demente irracional: Padre em Lisboa recusa baptizar crianças com nome «Lucílio»
segunda-feira, março 23, 2009
Antony and the Johnsons
Antony é um extraterrestre de Nova Iorque. Apesar do grande hype e dos prémios ganhos com a edição em 2006 de "I am a bird now" a voz frágil e exageradamente trémula chegava-me mesmo a incomodar. No entanto com "the crying light" de 2009 fez-se finalmente "luz" no meu sistema auditivo devido, principalmente, aos arranjos menos minimalistas. As comparações no "estilo" vocal com a maravilhosa Joanna Newsom são inevitáveis...
Antony and the Johnsons, 14 de Maio no Coliseu de Lisboa.
Antony and the Johnsons, 14 de Maio no Coliseu de Lisboa.
quarta-feira, março 18, 2009
A realidade
O programa de repavimento da câmara municipal de Lisboa está, por estes dias, no chamado bairro Lopes do Alto de São João em Lisboa. O asfalto é de grande qualidade não há dúvida. Tão bom que é possível fazer concursos de "derrube ao idoso mais pachorrento" com graus de fractura dos membros inferiores acima da média distrital. Só foi pena o executivo da câmara não se ter lembrado dos peões na ânsia eleitoral de ter obra feita. Podia ter aproveitado a oportunidade para reparar a calçada e organizar/"legalizar" o estacionamento.


O artigo 49º do código da estrada parece-me bastante óbvio: 1 - É proibido parar ou estacionar: alínea g) Nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direccionais, nas placas centrais das rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões;
Mas, como se vê pelas fotos - e como já toda a gente sabe - a leis no nosso País foram feitas para não serem cumpridas. E como sempre, o estado, neste caso a administração pública local, dá o exemplo.
O artigo 49º do código da estrada parece-me bastante óbvio: 1 - É proibido parar ou estacionar: alínea g) Nas pistas de velocípedes, nos ilhéus direccionais, nas placas centrais das rotundas, nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões;
Mas, como se vê pelas fotos - e como já toda a gente sabe - a leis no nosso País foram feitas para não serem cumpridas. E como sempre, o estado, neste caso a administração pública local, dá o exemplo.
terça-feira, março 17, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
Utopia de resposta à " A utopia"
E se de repente as ruas não tivessem lixo
E se de repente as ruas não tivessem cocós de cães e chichis de humanos
E se de repente as ruas não tivessem buracos (vias automóveis e pedonais)
E se de repente as ruas não tivessem prédios degradados
E se de repente as ruas tivessem um planeamento urbano sério
E se de repente as ruas não tivessem árvores cortadas só porque sim
E se de repente as ruas tivessem arborizações cuidadas
E se de repente as ruas não estivessem inundadas de pessoas egoisticamente egoístas
E se de repente as ruas não fossem governadas por essas pessoas
E se de repente o Sol brilhasse e nem houvesse ruas
E se de repente as ruas não tivessem cocós de cães e chichis de humanos
E se de repente as ruas não tivessem buracos (vias automóveis e pedonais)
E se de repente as ruas não tivessem prédios degradados
E se de repente as ruas tivessem um planeamento urbano sério
E se de repente as ruas não tivessem árvores cortadas só porque sim
E se de repente as ruas tivessem arborizações cuidadas
E se de repente as ruas não estivessem inundadas de pessoas egoisticamente egoístas
E se de repente as ruas não fossem governadas por essas pessoas
E se de repente o Sol brilhasse e nem houvesse ruas
A utopia
terça-feira, março 10, 2009
sexta-feira, março 06, 2009
O chico esperto
A notícia que transcrevo parcialmente a seguir foi retirada do maisfutebol.pt. Não é necessariamente sobre futebol nem sobre o FCP ou o Pinto Costa. É mais um retracto do funcionamento social e moral do nosso país. Os sublinhados são meus. Atente-se principalmente às declarações do Excelentíssimo (filho da p%&#) Juiz Conselheiro. Só é possível fazer as declarações citadas quando existe a impunidade e a falta de vergonha total.
Apito: juiz admite que se compravam árbitros
[2009/03/06|15:16] Redacção Cláudia Rosenbusch
O antigo presidente do Conselho de Justiça da Federação, juiz conselheiro António Mortágua, surpreendeu esta manhã o tribunal ao reconhecer que à época do jogo Beira-Mar/F.C. do Porto (2003/04), se compravam árbitros e que «a bitola» andava bem acima dos «500 contos».
«Claro que todas as pessoas têm um preço, mas 500 contos acho ridículo. Só se fosse para o aquecimento», referiu no Tribunal de Gaia a testemunha abonatória de Pinto da Costa, no chamado «processo do envelope», em que o presidente do F.C. do Porto está acusado de entregar 2500 euros ao árbitro Augusto Duarte, em troca do favorecimento à equipa do Dragão.
O juiz conselheiro queria também desta forma descredibilizar a acusação que impende sobre o líder portista e, depois de ter afirmado que «o profissional muito acima da média» e «cidadão exemplar» Pinto da Costa não subornaria árbitros, acabou a reconhecer ao procurador do Ministério Público que «500 contos era pouco para a bitola da época».
Ao mesmo tempo, recordou o episódio envolvendo um árbitro [«não me obrigue a falar de nomes, porque isso não faço», avisou] que não teria chegado a arbitrar a partida Feirense/Beira-Mar porque teria recebido «1500 contos de cada equipa».
Por seu lado, António Perdigão da Silva, árbitro auxiliar do jogo Beira-Mar/F.C. do Porto» referiu este manhã em tribunal não ter notado «nada de anormal no comportamento de Augusto Duarte».
A testemunha, que chegou a ser arguida neste processo, admitiu ainda ter convidado o então presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Pinto de Sousa, para jantar com a equipa de arbitragem, após o jogo.(...)
Apito: juiz admite que se compravam árbitros
[2009/03/06|15:16] Redacção Cláudia Rosenbusch
O antigo presidente do Conselho de Justiça da Federação, juiz conselheiro António Mortágua, surpreendeu esta manhã o tribunal ao reconhecer que à época do jogo Beira-Mar/F.C. do Porto (2003/04), se compravam árbitros e que «a bitola» andava bem acima dos «500 contos».
«Claro que todas as pessoas têm um preço, mas 500 contos acho ridículo. Só se fosse para o aquecimento», referiu no Tribunal de Gaia a testemunha abonatória de Pinto da Costa, no chamado «processo do envelope», em que o presidente do F.C. do Porto está acusado de entregar 2500 euros ao árbitro Augusto Duarte, em troca do favorecimento à equipa do Dragão.
O juiz conselheiro queria também desta forma descredibilizar a acusação que impende sobre o líder portista e, depois de ter afirmado que «o profissional muito acima da média» e «cidadão exemplar» Pinto da Costa não subornaria árbitros, acabou a reconhecer ao procurador do Ministério Público que «500 contos era pouco para a bitola da época».
Ao mesmo tempo, recordou o episódio envolvendo um árbitro [«não me obrigue a falar de nomes, porque isso não faço», avisou] que não teria chegado a arbitrar a partida Feirense/Beira-Mar porque teria recebido «1500 contos de cada equipa».
Por seu lado, António Perdigão da Silva, árbitro auxiliar do jogo Beira-Mar/F.C. do Porto» referiu este manhã em tribunal não ter notado «nada de anormal no comportamento de Augusto Duarte».
A testemunha, que chegou a ser arguida neste processo, admitiu ainda ter convidado o então presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Pinto de Sousa, para jantar com a equipa de arbitragem, após o jogo.(...)
quinta-feira, março 05, 2009
Desculpem... mas não resisti
Após entrar na minha área do youtube e rever o vídeo da Procissão, cheguei a este e não resisti. Pareceu-me tão a propósito... Atentem, em particular, ao intervalo 30s-45s
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, março 01, 2009
Fahrenheit 451
Vi pela primeira vez este filme de François Truffaut, baseado num romance de Ray Bradbury, com aproximadamente 12 anos. Na altura fiquei com a sensação de estar a ver um filme de terror devido, principalmente, aos diálogos que me pareciam inteligíveis e frios. Julgo que não tinha bem a ideia sobre o que era o filme até porque, não se pode dizer que já tivesse a maturidade para perceber a relevância do assunto. Ainda assim, a sequência inicial em que os bombeiros revistam uma casa à procura de livros que em seguida são queimados na rua com a ajuda de um lança chamas, foi visita constante durante anos dos meus pesadelos nocturnos. Esta semana ganhei coragem para rever o fahrenheit 451 na esperança de apaziguar os demónios do meu guarda-fatos...
domingo, fevereiro 22, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Sobre o 'casamento homossexual'
Parece que o chamado Casamento de Pessoas do Mesmo Sexo já está no adro, tendo curiosamente chegado ao colo da crise. Há apenas 4 meses atrás o nosso Primeiro ainda considerava necessário um âmplo debate no seio da sociedade, mas agora que a crise arrumou com a direita, o PS só tem de se bater à esquerda e decidiu fazê-lo com medidas de nulo impacto orçamental mas que levam a esquerda dita moderna a embandeirar em arco.
Ora bem, que argumentos há a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo? Eu vejo apenas um. Trata-se de regular e reconhecer certos direitos aos elementos de uma união de duas pessoas que vivem numa relação estável e prolongada, e por isso digna de protecção, e que calham ser do mesmo sexo.
Há no entanto uma série de outros argumentos erradamente invocados para defender o casamento de pessoas do mesmo sexo. A sua constante repetição não os torna mais verdadeiros, mas inquina o debate, tornando-o sufocante sem necessidade. São eles os que se seguem.
i) Da liberdade: Segundo este argumento não se pode impedir o casamento de duas pessoas do mesmo sexo porque tal iria limitar a liberdade desses dois cidadãos. Acontece que, como é do conhecimento geral, numa sociedade de direito como a nossa, ninguém tem a liberdade total - aquela possibilidade de fazermos tudo o que nos dá na real gana. É muitas vezes afirmado que, se é verdade que a nossa liberdade é coartada pela Lei, é-o apenas quando colide com a liberdade dos outros. Daí que, sendo o casamento um assunto apenas entre aqueles dois indivíduos, e que assim não vai afectar a liberdade dos outros, não há razão para ser impedido.
Claro que isto não é verdade. Alguns exemplos desgarrados: eu estou proibido de pisar o risco contínuo ou cometer qualquer outra infracção do código da estrada mesmo quando não há nenhum outro veículo ou peão na estrada que possa ser afectado pela minha condução. Mais. É crime profanar um cadáver humano, mesmo se este não tiver parentes ou conhecidos que por ele sintam afecto. Apesar de ser óbvio que esse cadáver não tem nem personalidade jurídica, nem alguém próximo que se interesse, e por isso tem a mesma dignidade que as ossadas de um homem da idade do bronze num qualquer sítio arqueológico. Finalmente, recordo que se o projecto lei do PS (ou o do Bloco, ou o do PC) andar para a frente, ainda assim dois irmãos adultos do mesmo sexo continuarão a não ter a liberdade de poder casar-se um com o outro.
ii) Da discriminação: É argumentado que não se pode impedir o casamento de pessoas do mesmo sexo, porque a Constituição impede a discriminação de cidadãos por motivo das suas orientações sexuais. Este erro é grave porque presume que o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo só possa ser realizado se essas duas pessoas forem homossexuais. Só que isso sim configuraria uma discriminação que teria por base a orientacao sexual. (Será que vai ser exigida a "consumação do acto"?) E é errado porque o casamento sempre foi considerado uma união de pessoas de sexos diferentes, mesmo na Grécia antiga...
De facto, custa-me a perceber que duas pessoas do mesmo sexo que vivam juntas tenham de ser homossexuais para se poder casar e assim poder gozar da protecção legal da sua união, nomeadamente em termos sucessórios e fiscais. Há muitos casos de amigos, amigas ou parentes que vivem juntos durante toda uma vida, durante a qual adquirem património juntos e cuja relação estável de entreajuda e amizade merece tanto apoio do Estado como a relação entre dois homossexuais. Outra coisa seria descriminação com base na orientação sexual e por isso inconstitucional.
O casamento civil é um sucedâneo do casamento religioso, que o antecedeu de muitos séculos e como tal é natural que, seguindo o original, tenha sido sempre uma união entre duas pessoas de sexos opostos. Há quem ache que não se poder andar de carroça na auto-estrada é discriminação e há quem pense que uma pessoa não poder casar com outra do mesmo sexo também o é. Nem uma coisa nem outra fazem sentido. As auto-estradas foram feitas a pensar nos automóveis (talvez daí o auto) e o casamento para pessoas de sexos opostos. Pode ser que um dia o legislador queira incluir mais uma via na auto-estrada, que será não só para carroças mas também para cavalos, bicicletas e trotinetes. E pode ser que o mesmo legislador queira acrescentar mais uma via no casamento, que permitirá a duas pessoas do mesmo sexo, homossexuais ou não, casar-se. Não se trata de acabar com uma discriminação, trata-se sim de criar uma nova possibilidade.
iii) Da justiça histórica: Segundo este argumento, o casamento de duas pessoas do mesmo sexo é o culminar de um processo histórico, sendo uma decisão de reparação à comunidade gay e lésbica, que foi perseguida ao longo de séculos e até muito recentemente. Este argumento foi usado há dias num debate televisivo e é um perfeito disparate. Não só a urgência, entre os homossexuais, de poderem casar-se entre sí é um fenómeno bastante recente, que surgiu de forma natural na sequência da conquista de outros direitos, como nunca pode servir de justificação automática para a conquista de novos direitos um passado de perseguição. (Veja-se por exemplo, como os Israelitas são useiros e vezeiros em usar este tipo de argumentação para justificar um estatuto excepcional na cena internacional). Também as Testemunhas de Jeová, os Ciganos, os Mulçumanos, foram perseguidos e como sabemos elementos de todos estes grupos defendem regimes de excepção que colidem com a Lei Portuguesa, como seja a poligamia.
Assim sendo, espero que o casamento de pessoas do mesmo sexo seja aberto a quaisquer pessoas, inclusive parentes, e não apenas a homossexuais. Ao que sei, uma relação estável e de amor nem sempre envolve sexo. E relações ditas incestuosas consentidas entre adultos podem parecer-nos estranhas mas existem e dizem-nos tanto respeito como aquelas entre heterossexuais ou homossexuais.
Parece-me que chamar casamento a estas uniões é um pequeno abuso de linguagem, que no entanto é irrelevante numa sociedade de pessoas inteligentes que conseguem perceber o que se esconde para lá das designações.
Finalmente continuo à espera de ver tanto ou maior empenho deste governo do PS na protecção e apoio às famílias com filhos menores. Estamos a falar de um universo exponencialmente superior ao dos homossexuais que se querem casar (basta projectar para o caso Português os cerca de 5000 casamentos de pessoas do mesmo sexo realizados durante 3 anos em Espanha, para se perceber do que estou a falar), e por isso de medidas de grande relevância e impacto no futuro do País.
Ora bem, que argumentos há a favor do casamento de pessoas do mesmo sexo? Eu vejo apenas um. Trata-se de regular e reconhecer certos direitos aos elementos de uma união de duas pessoas que vivem numa relação estável e prolongada, e por isso digna de protecção, e que calham ser do mesmo sexo.
Há no entanto uma série de outros argumentos erradamente invocados para defender o casamento de pessoas do mesmo sexo. A sua constante repetição não os torna mais verdadeiros, mas inquina o debate, tornando-o sufocante sem necessidade. São eles os que se seguem.
i) Da liberdade: Segundo este argumento não se pode impedir o casamento de duas pessoas do mesmo sexo porque tal iria limitar a liberdade desses dois cidadãos. Acontece que, como é do conhecimento geral, numa sociedade de direito como a nossa, ninguém tem a liberdade total - aquela possibilidade de fazermos tudo o que nos dá na real gana. É muitas vezes afirmado que, se é verdade que a nossa liberdade é coartada pela Lei, é-o apenas quando colide com a liberdade dos outros. Daí que, sendo o casamento um assunto apenas entre aqueles dois indivíduos, e que assim não vai afectar a liberdade dos outros, não há razão para ser impedido.
Claro que isto não é verdade. Alguns exemplos desgarrados: eu estou proibido de pisar o risco contínuo ou cometer qualquer outra infracção do código da estrada mesmo quando não há nenhum outro veículo ou peão na estrada que possa ser afectado pela minha condução. Mais. É crime profanar um cadáver humano, mesmo se este não tiver parentes ou conhecidos que por ele sintam afecto. Apesar de ser óbvio que esse cadáver não tem nem personalidade jurídica, nem alguém próximo que se interesse, e por isso tem a mesma dignidade que as ossadas de um homem da idade do bronze num qualquer sítio arqueológico. Finalmente, recordo que se o projecto lei do PS (ou o do Bloco, ou o do PC) andar para a frente, ainda assim dois irmãos adultos do mesmo sexo continuarão a não ter a liberdade de poder casar-se um com o outro.
ii) Da discriminação: É argumentado que não se pode impedir o casamento de pessoas do mesmo sexo, porque a Constituição impede a discriminação de cidadãos por motivo das suas orientações sexuais. Este erro é grave porque presume que o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo só possa ser realizado se essas duas pessoas forem homossexuais. Só que isso sim configuraria uma discriminação que teria por base a orientacao sexual. (Será que vai ser exigida a "consumação do acto"?) E é errado porque o casamento sempre foi considerado uma união de pessoas de sexos diferentes, mesmo na Grécia antiga...
De facto, custa-me a perceber que duas pessoas do mesmo sexo que vivam juntas tenham de ser homossexuais para se poder casar e assim poder gozar da protecção legal da sua união, nomeadamente em termos sucessórios e fiscais. Há muitos casos de amigos, amigas ou parentes que vivem juntos durante toda uma vida, durante a qual adquirem património juntos e cuja relação estável de entreajuda e amizade merece tanto apoio do Estado como a relação entre dois homossexuais. Outra coisa seria descriminação com base na orientação sexual e por isso inconstitucional.
O casamento civil é um sucedâneo do casamento religioso, que o antecedeu de muitos séculos e como tal é natural que, seguindo o original, tenha sido sempre uma união entre duas pessoas de sexos opostos. Há quem ache que não se poder andar de carroça na auto-estrada é discriminação e há quem pense que uma pessoa não poder casar com outra do mesmo sexo também o é. Nem uma coisa nem outra fazem sentido. As auto-estradas foram feitas a pensar nos automóveis (talvez daí o auto) e o casamento para pessoas de sexos opostos. Pode ser que um dia o legislador queira incluir mais uma via na auto-estrada, que será não só para carroças mas também para cavalos, bicicletas e trotinetes. E pode ser que o mesmo legislador queira acrescentar mais uma via no casamento, que permitirá a duas pessoas do mesmo sexo, homossexuais ou não, casar-se. Não se trata de acabar com uma discriminação, trata-se sim de criar uma nova possibilidade.
iii) Da justiça histórica: Segundo este argumento, o casamento de duas pessoas do mesmo sexo é o culminar de um processo histórico, sendo uma decisão de reparação à comunidade gay e lésbica, que foi perseguida ao longo de séculos e até muito recentemente. Este argumento foi usado há dias num debate televisivo e é um perfeito disparate. Não só a urgência, entre os homossexuais, de poderem casar-se entre sí é um fenómeno bastante recente, que surgiu de forma natural na sequência da conquista de outros direitos, como nunca pode servir de justificação automática para a conquista de novos direitos um passado de perseguição. (Veja-se por exemplo, como os Israelitas são useiros e vezeiros em usar este tipo de argumentação para justificar um estatuto excepcional na cena internacional). Também as Testemunhas de Jeová, os Ciganos, os Mulçumanos, foram perseguidos e como sabemos elementos de todos estes grupos defendem regimes de excepção que colidem com a Lei Portuguesa, como seja a poligamia.
Assim sendo, espero que o casamento de pessoas do mesmo sexo seja aberto a quaisquer pessoas, inclusive parentes, e não apenas a homossexuais. Ao que sei, uma relação estável e de amor nem sempre envolve sexo. E relações ditas incestuosas consentidas entre adultos podem parecer-nos estranhas mas existem e dizem-nos tanto respeito como aquelas entre heterossexuais ou homossexuais.
Parece-me que chamar casamento a estas uniões é um pequeno abuso de linguagem, que no entanto é irrelevante numa sociedade de pessoas inteligentes que conseguem perceber o que se esconde para lá das designações.
Finalmente continuo à espera de ver tanto ou maior empenho deste governo do PS na protecção e apoio às famílias com filhos menores. Estamos a falar de um universo exponencialmente superior ao dos homossexuais que se querem casar (basta projectar para o caso Português os cerca de 5000 casamentos de pessoas do mesmo sexo realizados durante 3 anos em Espanha, para se perceber do que estou a falar), e por isso de medidas de grande relevância e impacto no futuro do País.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Contem quantos Fs tem esta frase. Sem brincadeira...
FINISHED FILES ARE THE RE
SULT OF YEARS OF SCIENTI
FIC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS...
Respondam nos comentários
SULT OF YEARS OF SCIENTI
FIC STUDY COMBINED WITH
THE EXPERIENCE OF YEARS...
Respondam nos comentários
domingo, fevereiro 08, 2009
Ravel e Mussorgsky
...pelos DJs Carl Craig e Moritz von Oswald. Edição da Deutsche Grammophon. Este casamento improvável da música clássica com a moderna arte do copy paste digital, deu nisto (download ilegal).
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
shhh...
shhh... é o nome. Música electrónica. Para os mais apreciadores do género gostava de uma opinião... É o namorado de uma professora do Ar.Co
Ver/ouvir mais em http://www.myspace.com/shhhspace A música escolhida é pelo título: Mathematics
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
Alexandra
A programação do Teatro Gil Vicente está cada vez mais pobre, mas de vez em quando ainda mostra qualquer coisa interessante. Alexandra de Aleksandr Sokurov. Uma espécie de poema triste.
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Dinu Lipatti
É um dos melhores músicos que alguma vez ouvi, este pianista romeno que morreu aos 33 anos de leucemia, em 1950. Como dizem os Queen "It's a kind of magic".
E por falar em magia e pianistas, ou vice-versa (refiro-me aos parágrafos), este sábado à noite fui ouvir o concerto da Maria João Pires no CCB. Não sei o que é mas aquela mulher consegue criar um ambiente algo místico, e é tão bom poder estar presente nestes momentos de pessoas que têm de facto algo de especial. O concerto tinha por título "Chopin - últimas páginas" onde também foi tocada esta sonata de Chopin.
Fica aqui o terceiro andamento (Largo) da sonata nº 3 em Si menor, op. 58 por Dinu Lipatti:
E por falar em magia e pianistas, ou vice-versa (refiro-me aos parágrafos), este sábado à noite fui ouvir o concerto da Maria João Pires no CCB. Não sei o que é mas aquela mulher consegue criar um ambiente algo místico, e é tão bom poder estar presente nestes momentos de pessoas que têm de facto algo de especial. O concerto tinha por título "Chopin - últimas páginas" onde também foi tocada esta sonata de Chopin.
Fica aqui o terceiro andamento (Largo) da sonata nº 3 em Si menor, op. 58 por Dinu Lipatti:
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
La Bohème - Teatro São Carlos
Estreia no próximo dia 6 de Fevereiro a Ópera La Bohème de Puccini no São Carlos.

O nosso Sargento Jorge Martins vai estar por lá mas vai tirar licença dia 11, 15, 17 e 21 de Fevereiro para ir caçar pássaros...

Mais Informações em http://www.saocarlos.pt/
O nosso Sargento Jorge Martins vai estar por lá mas vai tirar licença dia 11, 15, 17 e 21 de Fevereiro para ir caçar pássaros...
Mais Informações em http://www.saocarlos.pt/
Citação
Foi com este entusiasmo que a Câmara me escreveu...
"Bom dia
Visto a exposição terminar no próximo sábado, gostaria de saber se na segunda feira, passaria por cá para retirar os k-lines, ou se é algo que nós poderemos fazer, na medida em que precisamos do átrio disponível apartir das 14h.
Aguardo uma resposta.
Obrigada"
"Bom dia
Visto a exposição terminar no próximo sábado, gostaria de saber se na segunda feira, passaria por cá para retirar os k-lines, ou se é algo que nós poderemos fazer, na medida em que precisamos do átrio disponível apartir das 14h.
Aguardo uma resposta.
Obrigada"
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Australian Open 2009
A bateria do meu elegito vai acabar definitivamente daqui a 1 hora. Antes de ir para reparação aqui ficam o meus posts da semana. No dia em que várias atletas abandonaram o Open da Austrália em ténis devido a problemas relacionados com o calor intenso, a história mais interessante é contudo o grande regresso de Jelena Jokic. Depois de um inicio fulgurante aos 15 anos, começaram os problemas...

Jelena Dokic (AUS) - AFP/Getty Images
Jelena Dokic (AUS) - AFP/Getty Images
O massacre da escadaria de Odessa
Sem dúvida um dos maiores filmes de todos os tempos, o Couraçado Potemkin (1925) de Serguei Eisenstein contém uma famosíssima cena conhecida como a sequência da Escadaria de Odessa. Tornou-se famosa sobretudo por dois motivos. Primeiro devido à técnica de montagem, à altura absolutamente inovadora, através da qual Eisenstein procurou provocar o máximo de emoção e obter a simpatia do espectador. Segundo, por aquilo que a cena descreve: O massacre, ocorrido em 1905, de civis indefesos ao longo dos degraus de uma extensa escadaria em Odessa, impiedosamente fuzilados pela guarda cossaca do Czar Nicolau. O povo de Odessa pagava desta forma a simpatia demonstrada pelos revoltosos do Couraçado Potemkin, que acabara de atracar a este porto do Mar Negro. O único senão desta cena talvez seja o facto de afinal nunca ter acontecido. Mas parece-me que podemos perdoar a Eisenstein o pecadilho...
sábado, janeiro 24, 2009
Isto é noticia
Portugal é isto mesmo. Engenheiros mentirosos convencidos da sua superioridade e impunidade, tráfico de influências, cunhas e fruta ao pequeno almoço e de vez em quanto um leite com chocolate - tal como diria Pinto da Costa - para animar. Hoje, a caminho de casa, uma senhora de meia idade montada no seu jipe bloqueia a passadeira mesmo quando estou a atravessar a mesma. É importante referir que a passadeira é ladeada por protecções metálicas devido à existência de um jardim escola próximo. Vendo-me cercado de carros ainda tive tempo de informar a senhora que estava a estacionar o carro na passadeira. A resposta foi o mais seca possível:'-Pois tou.'. Lá tive eu que descer a rua pelo meio da via de circulação. A Vaca.
Apesar da bandalheira que se tornou o País e do caos anunciado, promovido por um governo apenas preocupado em gerir o dia-a-dia, isto é o que, como dizem os americanos, makes my day:
Apesar da bandalheira que se tornou o País e do caos anunciado, promovido por um governo apenas preocupado em gerir o dia-a-dia, isto é o que, como dizem os americanos, makes my day:
Bom fim-de-semana.
sexta-feira, janeiro 23, 2009
Sem falar de Obama
"Quando somos novos queremos mudar os outros; melhorá-los; (...)
Depois, quando se envelhece e ganha (outro) juízo, é o contrário: o que mais queremos é manter a máxima variedade de opiniões e gostos; de maneiras de ser e de viver. (...)
As pessoas são como são e têm as almas que têm. (...) Libertamos os outros dos planos que tínhamos para eles e interessamo-nos por eles como são. (...)
Mesmo assim, em dias de grandes princípios e inaugurações, tornamo-nos momentaneamente jovens outra vez. E é inegável que se nota um bocadinho o que perdemos quando deixámos de ser."
by Miguel Esteves Cardoso in Público 21.01.2009
Simples, não?
Depois, quando se envelhece e ganha (outro) juízo, é o contrário: o que mais queremos é manter a máxima variedade de opiniões e gostos; de maneiras de ser e de viver. (...)
As pessoas são como são e têm as almas que têm. (...) Libertamos os outros dos planos que tínhamos para eles e interessamo-nos por eles como são. (...)
Mesmo assim, em dias de grandes princípios e inaugurações, tornamo-nos momentaneamente jovens outra vez. E é inegável que se nota um bocadinho o que perdemos quando deixámos de ser."
by Miguel Esteves Cardoso in Público 21.01.2009
Simples, não?
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Proposta de fim de semana...
...para quando o tempo estiver um pouco melhor.
Que tal virem até Coimbra para fazermos uma caminhada na Serra da Lousã, passando pelas aldeias de xisto como o Talasnal.

Fotografia do blog Retratos de Viagem
Que tal virem até Coimbra para fazermos uma caminhada na Serra da Lousã, passando pelas aldeias de xisto como o Talasnal.

Fotografia do blog Retratos de Viagem
terça-feira, janeiro 20, 2009
Australian Open 2009
"Open da Austrália quer tenistas menos despidas". Apoiado, o que a malta quer é ver ténis de qualidade, caramba.
Avaliação...
Ontem não fiz greve. Estou farto de Governo, da sua insensatez e meses de perca de tempo para fazerem muitas das coisas que os professores sempre disseram que estavam erradas, que eram impensáveis, que eram absurdas. Estou farto dos sindicatos, do seu constante aproveitamento político, da sua falta de iniciativa (para quem não deu por isso, foram grupos independentes e não os sindicatos que voltaram a protestar contra uma forma absurda de avaliar e os obrigou a voltar "à Luta") e do desenterrar um machado que, na altura própria, não conseguiram negociar eficientemente para bem da educação (falo do estatuto da carreira docente).
Hoje começa o processo de avaliação na escola. Ao fim da tarde , lá para as 18:10, há a 1ª reunião para saber como vão ser as coisas e até que ponto elas vão ou não decorrer. Decidi contar aqui essa história que hoje começa e avaliar aqui a forma como vou ser avaliado.
Hoje começa o processo de avaliação na escola. Ao fim da tarde , lá para as 18:10, há a 1ª reunião para saber como vão ser as coisas e até que ponto elas vão ou não decorrer. Decidi contar aqui essa história que hoje começa e avaliar aqui a forma como vou ser avaliado.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Australian Open 2009
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Geração youtube
"Fleet Foxes", Tiger Mountain Peasant Song. Quando a cópia é melhor que o original:
Seminário
Apresentado na jornadas do ICEMS, Janeiro de 2009.
CrO2 – low temperature thin film growth, structural and physical properties
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sábado, janeiro 10, 2009
terça-feira, janeiro 06, 2009
Bom Ano
A festa de passagem de ano para que fui convidado este ano não atingiu a extravagância de "Babette's Feast" mas, na verdade esteve lá perto. Só faltou a sopa de tartaruga. O jantar começou às 20 horas de dia 31 de Dezembro e só acabou no dia seguinte às 5 horas da manhã. É o que acontece ter um cozinheiro francês de 1ª classe na família mas que infelizmente só cozinha fora do local de trabalho uma vez por ano... Confesso que não me lembro de metade do que comi. Primeiro porque não consegui identificar o petisco no prato (o menu vinha em francês) e depois porque o jantar foi (muito) acompanhado com vinho de diferentes qualidades. No entanto, tenho pelo menos a noção de ter comido quase todas as espécies animais e vegetais comestíveis do planeta. Obrigado Paulo.
terça-feira, dezembro 23, 2008
domingo, dezembro 21, 2008
Bom Natal
Aimee Mann, "whatever happened to christmas"
Sufjan Stevens, "That was the worst christmas ever"
Regina Spektor, "Baby Jesus"
sexta-feira, dezembro 19, 2008
Distribuição gratuita de binas!
A Universidade de Lisboa e a empresa Ideia Biba, vão distribuir gratuitamente, entre Janeiro e Fevereiro de 2009, cerca de 1.000 bicicletas.As candidaturas estão abertas até dia 31 de Dezembro. Mais informações em http://www.desporto.ul.pt/evento/444/BUTE/quinta-feira, dezembro 18, 2008
Vira o disco e toca o mesmo.
De Caccini...
a François de Roubaix...
...passando por Gloria Gaynor
e Robbie Williams...
vai-se virando o disco, mas ouve-se sempre o mesmo!
(Créditos de kle0001)
a François de Roubaix...
...passando por Gloria Gaynor
e Robbie Williams...
vai-se virando o disco, mas ouve-se sempre o mesmo!
(Créditos de kle0001)
quarta-feira, dezembro 17, 2008
O programa do Aleixo
Fiquei fã do programa do Aleixo. Passa na Sic radical aos Domingos por volta das 20h e qualquer coisa...
segunda-feira, dezembro 15, 2008
sexta-feira, dezembro 12, 2008
quinta-feira, dezembro 11, 2008
Prevenção Rodoviária
...ou a guerra Triumph vs. Intimissimi ou Cláudia Vieira vs. Irina Sheik. Isto é simplesmente uma pouca vergonha. O número de acidentes rodoviários à custa de campanhas que mostram mulheres espectaculares e semi-nuas à beira da estrada tem de ser denunciado! Isto tudo por um punhado de euros?! E que têm as companhias de seguros a dizer?!

sexta-feira, dezembro 05, 2008
Prendinhas de Nataaaaal, lá, lá, lá ....
quarta-feira, dezembro 03, 2008
terça-feira, dezembro 02, 2008
Que frio...
sexta-feira, novembro 28, 2008
Hip Hop
Dance, sex, music...Is bigger than religion, hip hop. Pela diva de Filadélfia, Erykah Badu:
Há também o hip hop activista e ruidoso dos Public Enemy. O clássico "fight the power!" mother fucker!
Há também o cool shit hip hop mother fucker. Digable planets "Rebirth of slick (cool like dat)":
E depois há os hippies De La Soul . Na próxima 2ª feira no Casino de Lisboa.
Há também o hip hop activista e ruidoso dos Public Enemy. O clássico "fight the power!" mother fucker!
Há também o cool shit hip hop mother fucker. Digable planets "Rebirth of slick (cool like dat)":
E depois há os hippies De La Soul . Na próxima 2ª feira no Casino de Lisboa.
quarta-feira, novembro 19, 2008
A guerra na educação
Já andava há algum tempo para escrever um texto sobre o conflito entre professores e ministério. Hoje encontrei este artigo do Miguel Sousa Tavares que descreve em grande medida aquilo que eu penso sobre o assunto. Podem ler aqui.
sexta-feira, novembro 14, 2008
terça-feira, novembro 11, 2008
Um ponto exacto para ver
“Olha-se o Tejo, de frente, sempre de frente, e descobre-se o que existe entre ele e o local onde está a câmara fotográfica. Cada fotografia realizada tem associada uma imagem de domínio publico, feita através do Google Earth, onde está assinalado o local exacto onde a fotografia foi captada. Este trabalho é constituído por vinte e uma impressões, cada uma delas com duas imagens, e gira em torno de dois conceitos: o estático e a mudança; o estático da fotografia e as mudanças no rio pela sua água, mas também o quase estático de uma frente ribeirinha contrariado pela comparação entre as duas imagens.”
Hugo Rodrigues Cunha
As fotografias podem ver-se aqui.
Hugo Rodrigues Cunha
As fotografias podem ver-se aqui.
Estrelas da companhia
Cá está uma ocasião em que lamento muito não estar por Lisboa já que perdi a oportunidade de assistir a este espetáculo. Ainda por cima tinha uma das "estrelas da companhia" que uma tia minha elogiou desmesuradamente. Jorge, acho que tens uma fã incondicional.
THE TELEPHONE
de Menotti
Personagens || Intérpretes:
Lucy: Maria João Sousa
Ben: Jorge Martins
Ópera buffa em um acto.
Libreto de Gian Carlo Menotti
Em The Telephone, Lucy despende a maior parte do seu tempo ao telefone. Quando Ben, o seu namorado, a visita no sentido de a pedir em casamento o telefone interrompe-o sempre aquando da pergunta crucial.
Entretanto, tanto Ben como o público apercebem-se de que o telefone é não só uma forma de Lucy permanecer em contacto com o mundo exterior mas também um meio de autodefesa. Ben decide deixar o apartamento e falar com Lucy através de um telefone público. Assim que conquista a atenção da namorada, Ben pede-a em casamento e Lucy aceita.
sexta-feira, novembro 07, 2008
quinta-feira, novembro 06, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
terça-feira, novembro 04, 2008
Vai buscar!
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