terça-feira, maio 30, 2006

O anel dos Nibelungos




Esta tetralogia foi escrita por Richard Wagner, tanto a música como o libretto, entre 1848 e 1874. Dela fazem parte as óperas :

Das Rheingold (O ouro do Reno) - prólogo
Die Walküre (A Valquíria) - Acto I
Siegfried- Acto II
Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses)-- Acto III

A história centra-se num anel que concede, a quem o possuir, o poder de dominar o mundo. Vários seres lutam pela posse do anel. Um deles é Wotan, o chefe dos Deuses. O plano de Wotan para recuperar o anel é a motor da história da tetralogia. O resumo que se segue é um tanto ou quanto confuso por não mensionar muitos pormenores e personagens.

Na primeira ópera, o prólogo, Alderich, um anão ou nibelungo, rouba o ouro do Reno e forja o anel. Wotan, que tinha que dar Freia aos gigantes como pagamento da construção do seu castelo, Valhalla, promete-lhes outro tesouro igualmente valioso. É desta forma que o anel, roubado a Alderich por Wotan e Loge, fica na posse dos gigantes.

O tema da segunda ópera, é a valquíria Brunhilde, a mais querida das filhas de Wotan. Esta, ao tentar proteger Sigmund, ousa desobedecer a Wotan que tinha decidido a sua morte, por exigência de Fricka, a sua mulher. Wotan condena Brunhilde, despojada da sua divindade, ao sono no interior de um círculo de fogo, até que um heroi a venha resgatar. Mas Sigmund deixa um filho no ventre de Sieglinde, Siegfried.

Na terceira ópera Siegfried, que Wotan pretendia usar para se apoderar do anel, possui Notung, espada dada a seu pai por este avô, Wotan, mas cuja identidade desconhece. Procurando aprender o que é o medo luta e vence o dragão que guarda o anel com ajuda da espada. Resgata em seguida Brunhilde, que dorme entre as chamas.

Na quarta ópera Siegfried, antes de deixar Brunhilde para viver novas aventuras, oferece-lhe o anel, que em troca lhe dá o seu cavalo Grane. No decurso dessas aventuras é-lhe dado um veneno que o faz esquecer Brunhilde, indo buscá-la para que case com Gunther, casando ele próprio com Gutrune. É entretanto atraiçoado e acaba por morrer. Brunhilde recupera o anel e ordena que se acenda um pira para o corpo de Siegfried. Ela própria, acusando os deuses da sua morte, corre para as chamas e o Reno inunda-se devolvendo o anel ao rio e as chamas acabam por consumir também o castelo dos deuses.


segunda-feira, maio 29, 2006

MMC

Ouvi hoje na rário sobre M.M. Carrilho:
"Quem desdenha quer comprá-los!"

Quem é este Gajo?



Ontem aguentei 1 h a ouvir este senhor dizer barbaridades na SIC notícias. Até o outro jornalista que o acompanhava já não o podia ouvir!!! E ganha esta gente dinheiro para aquilo. EU TAMBÉM QUERO UM TACHO ASSIM! Nome do senhor: Rui Santos, a eliminar do mapa.

sexta-feira, maio 26, 2006

Era mete-las todas no Campo Pequeno

Não posso ver estas vacas taurinas sem me vir à memória os meus velho tempo de forcado, quando era primeiro-ajuda no Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira. Vidinha de marialva, comezainas, calças justinhas, túbaros aconchegados, faduncho, fandango e maduro tinto (vinho verde é coisa de suevos e mulheres). O cabo, franzino, voava mais de 5 jardas, enquanto o rabejador andava de rojo pelo menos 30 até largar. Parafraseando o Otelo: era meter estas vacas todas no campo pequeno e...

Directamente de Lisboa: as Vacas!



quinta-feira, maio 25, 2006

Chema Madoz

Smart stuff



Mais fotos aqui.

Bolinha

Depois da França, foi agora a vez da Sérvia e Montenegro nos entreter com futebol realista para homens de barba rija. Os nossos rapazes dos sub-21 pareciam um bando de crianças de calções no primeiro dia de aulas da pré-primária. Além disso, o futebol é um desporto de equipa; não é possível juntar à última da hora os melhores 11 jogadores do momento e esperar que brote daí um todo coerente e unido. Os jogadores foram generosos mas só isso não chegou. O nosso treinador Agostinho Oliveira falhou na técnica, na táctica e na psicologia.
Agora só com um milagre. A bola é redonda...

No teatro

Em 2006 celebram-se os:

100 anos do nascimento de Sammuel Beckett
50 anos da morte de Bertolt Brecht
100 anos da morte de Ibsen

sabem de mais algum?

Revoluções celestes

Ontem fui ver apeça "Galileu" ao Teatro Aberto. Para quem teve oportunidade de estudar alguma coisa sobre a vida deste grande físico a peça é um óptimo complemento. O texto é excelente, o revolucionário Brecht no seu melhor a explorar as consequências do trabalho revolucionário de Galileu. Não percam!

War Stories

Ontem ouvi opiniões variadas acerca do poeta que fez ontem a leitura no TAGV. Aqui vai um dos poemas, tirado do site: http://epc.buffalo.edu/authors/bernstein. Qual é a vossa?


Philadelphia Inquirer, Mon, Mar. 31, 2003

Charles Bernstein


War Stories


War is the extension of prose by other means.

War is never having to say you're sorry.

War is the logical outcome of moral certainty.

War is conflict resolution for the aesthetically challenged.

War is a slow boat to heaven and an express train to hell.

War is either a failure to communicate or the most direct expression possible.

War is the first resort of scoundrels.

War is the legitimate right of the powerless to resist the violence of the powerful.

War is delusion just as peace is imaginary.

"War is beautiful because it combines the gunfire, the cannonades, the cease-fire, the scents, and the stench of putrefaction into a symphony."

"War is a thing that decides how it is to be done when it is to be done."

War is not a justification for the self-righteousness of the people who oppose it.

War is other people.

War is a five-mile hike in a one-mile cemetery.

War is nature's way of saying I told you so.

War is a fashioning of opportunity.

War is "a nipponized bit of the old sixth avenue el."

War is the reluctant foundation of justice and the unconscious guarantor of liberty.

War is the broken dream of the patriot.

War is the slow death of idealism.

War is realpolitik for the old and unmitigated realism for the young.

War is pragmatism with an inhuman face.

War is for the state what despair is for the person.

War is the end of the road for those who've lost their bearings.

War is a poem that is afraid of its shadow but furious in its course.

War is men turned into steel and women turned into ash.

War is never a reason for war but seldom a reason for anything else.

War is a casualty of truth just as truth is a casualty of war.

War is the redress of the naked.

War is the opiate of the politicians.

War is to compromise what morbidity is to mortality.

War is poetry without song.

War is the world's betrayal of the earth's plenitude.

War is like a gorilla at a teletype machine: not always the best choice but sometimes the only one you've got.

War is a fever that feeds on blood.

War is never more than an extension of thanatos.

War is the older generation's way of making up for the mistakes of its youth.

War is moral, peace is ethical.

War is the ultimate entertainment.

War is resistance in the flesh.

War is capitalism's way of testing its limits.

War is an inevitable product of class struggle.

War is technology's uncle.

War is an excuse for lots of bad antiwar poetry.

War is the right of a people who are oppressed.

War is news that stays news.

War is the principal weapon of a revolution that can never be achieved.

War pays for those who have nothing to lose.

War is Surrealism without art.

War is not won but survived.

War is two wrongs obliterating right.

War is the abandonment of reason in the name of principle.

War is sacrifice for an ideal.

War is the desecration of the real.

War is unjust even when it is just.

War is the revenge of the dead on the living.

War is revenge on the wrong person.

War is the cry of the child in black, the woman in red, and the man in blue.

War is powerlessness.

War is raw.

War is the declared struggle of one state against another but it is also the undeclared violence of the state against its own people.

War is no vice in the defense of liberty; appeasement is no virtue in the pursuit of self-protection.

War is tyranny's greatest foe.

War is tyranny's greatest friend.

War is the solution; but what is the problem?

War is a horse that bridles its rider.

War is the inadequate symbol of human society.

War is the best way to stoke the dying embers of ancient enmities.

War is a battle for the hearts and minds of the heartless and mindless.

War is history as told by the victors.

War is the death of civilization in the pursuit of civilization.

War is the end justifying the meanness.

War is an SUV for every soccer Pop and social Mom.

War is made by the rich and paid by the poor.

War is the quality TV alternative to You Still Don't Know Jacko: Cookin' with Michael and Fear Factor: How to Marry a Bachelorette.

War is not a metaphor.

War is not ironic.

War is sincerity in serial motion.

War is a game of chess etched in flesh.

War is tactical violence for strategic dominance.

War is international engagement to cover domestic indifference.

War is the devil in overdrive.

War is our only hope.

War is our inheritance.

War is our patrimony.

War is our right.

War is our obligation.

War is justified only when it stops war.

War isn't over even when it's over.

War is "over here."

War is the answer.

War is here.

War is this.

War is now.

War is us.

quarta-feira, maio 24, 2006

O vício dos trocos facilitados


Eu tenho a sensação que as pessoas que trabalham atrás de uma caixa registadora têm o vício de pedir moedas aos clientes para facilitar os trocos. Acho que é um vício porque pedem *sempre*. Mesmo que não facilite assim tanto. Noutros países da zona Euro (para comparar batatas com batatas) onde tenho estado este fenómeno não acontece, e mais, se nós tentarmos facilitar os trocos até baralhamos o caixa – quase temos que lhe explicar o que estamos a tentar fazer ao pagar com uma nota de 10€ e moedas de 0.20€ e 0.05€ uma coisa que custa 8.25€. Será que no nosso país há menos moedas do que nos outros? E estão sempre do lado do cliente?

Como qualquer fenómeno que acontece sempre, e do qual já estamos à espera, esta coisa do "não me arranja os 25 cêntimos?" começa a fazer ressonância na minha cabeça... tipo tentar adormecer ao som de uma torneira a pingar. Ou então sou eu que sou muito chato.
É pá, nunca escrevo nesta coisa. Não tenho paciência para a net. Só a utilizo para trabalhar (ou quase, enfim... sou um aldrabão). Tenho saudades dos Spectrums e dos Ataris, dos telefones de disco, de os indicativos começarem por 0, de não atender o telefone e não ter de dar satisfações, de ter de ir a uma biblioteca para saber qualquer coisa, para concluir que nunca tinham livro nenhum sobre nada e acabar a ler o Asterix, ou de ir às páginas amarelas para nunca encontrar nada, do Tody e do Coqui, das fisgas, dos piões, dos berlindes, de mandar pedras às rãs, de roubar figos e uvas... Bem, vou levantar a reforma aos correios, para deixá-la na farmácia, deprimir para um banco no Dolce Vita, mandar vir com a falta de mesas para jogar à sueca, relembrar os velhos tempos do copo três nas tabernas e as grandes jogatanas de chinquilho.

Ninguém fala de futebol?

W-E on the beach?


Para quem quiser passar um fim-de-semana mais a norte na praia, e gostar de praias invernosas, que tal um passeio até à Costa Nova (Aveiro)? Muito muito giro.

Charles Bernstein


Leitura pelo poeta norte-americano no TAGV
(com a participação da oficina de poesia)

24 Maio > Café-Teatro > 18:00

sábado, maio 20, 2006

V conferência de física hadrónica

E foi com todo o sangue na guelra que no dia 18, a uma quinta feira, que um corajoso grupo de 5 físicos se aventurou a ir assistir à mui tenebrosa conferência de física hadrónica no porto, na fac de engenharia. Um acontecimento que é um misto de fantástico e revelador, fantástico pois há sempre novas ideias no ar, o problema é apanhá-las (daí o revelador).
De salientar também a refeição na horribulorenta cantina grill! Temos, definitivamente, as melhores cantinas do país cá em Coimbra.
Bem, mas a experiência foi boa, para os que estiverem interessados, para o ano será em Lisboa, também por esta altura do ano!!!

Beckett no TAGV

Hoje, às 21:30, "Todos os que caem" de Samuel Beckett no TAGV. (Sim, o Alfacinha de gema também vem a Coimbra!)

Bom fim de semana.

sexta-feira, maio 19, 2006

Um certo Olhar

Já que o PedroMS iniciou aqui uma rubrica radiofónica faço também eu uma sugestão. Na Antena 2, à sexta feira, penso que ao meio-dia, passa um programa chamado Um certo Olhar. Este programa tem a participação de Maria João Seixas, Gabriela Canavilhas e Vicente Jorge Silva e é moderado pelo Luís Caetano. Mais do que os assuntos discutidos, o engraçado é ouvir a Maria João Seixas e o Vicente Jorge Silva a embirrar um com o outro, o último a embirrar com o Alberto João Jardim, tudo numa confusão que normalmente impede as discussões de avançarem em qualquer sentido.

Sem barulho

visitem

Wassup Rockers


Depois do perverso e quasi-porno "Ken Park", o polémico fotógrafo Larry Clark volta ao universo adolescente skater. Com ante-estreia nacional no Indie Lisboa 2006, "Wassup Rockers" é baseado na experiência de vida de um grupo de latinos dos subúrbios de L.A. que decidem fazer uma excursão ao coração da chique Beverly Hills. Por detrás da paixão e ingenuidade adolescente está sempre presente a violência e a segregação social que, apesar de tudo, os torna suficientemente fortes para continuar a curtir a vida. Um filme duro, bonito e bem-humorado com um casting perfeito. O skate está de novo na moda.

quinta-feira, maio 18, 2006

De causar inveja

Foi-me mandado pelo Peixinho. Conhecem alguém?

Nature 441, 305-309 (18 May 2006)

An extrasolar planetary system with three Neptune-mass planets

Christophe Lovis, Michel Mayor, Francesco Pepe, Yann Alibert, Willy Benz, François Bouchy, Alexandre C. M. Correia, Jacques Laskar, Christoph Mordasini, Didier Queloz, Nuno C. Santos, Stéphane Udry1, Jean-Loup Bertaux and Jean-Pierre Sivan

Desabafo atrasado

O ano passado fui ver uma vez o Belenenses ao Restelo e ele perdeu mas ficou na 1ª divisão! Este ano fui também uma, ganhou mas desceu... Como tristezas não pagam dívidas...

(Será que a criança estava já a dizer adeus à Liga principal?)

VAMOS GANHAR O MUNDIAL!!!

A primeira aula...

... do mini-curso sobre sistema solar foi ontem. E tinha bastantes pessoas a assistir e foi bastante interessante, pelo menos para mim, completa ignorante deste tipo de coisas. As características dos planetas telúricos, que foram descritas na aula de ontem, permitem dizer alguma coisa acerca de como e quando se formaram. Na próxima semana é a vez dos restantes planetas e luas.

quarta-feira, maio 17, 2006

O homem que mordeu a maçã

E que tal um momento de poesia radiofónica matinal? Escutar: Os sinais de Fernando Alves.

Negócios da Queima

Durante esta semana, entre o departamento de Física e o de Química, na parte coberta entre os edifícios, os fotógrafos da Queima das Fitas mostram centenas de fotografias, individuais e de grupos. Os estudantes e familiares procuram, entre todas aquelas fotografias, as caras que conhecem. O ritual é o mesmo dos casamentos. As fotografias são tantas que os fotografos não se dão ao trabalho de por as fotografias todas na vertical, deixando os possíveis clientes de cabeça inclinada na sua longa busca.

Mais CineBeckett no TAGV

Rough for Theatre I (2001) e Endgame (2001)

Hoje às 21h30m

terça-feira, maio 16, 2006

O grande final do cortejo académico


Para Ero-Sennin

Como já não nos vemos à muito tempo, gostava de saber notícias tuas. Fico à espera.

Concurso

Liga-se um número de telefone ao acaso. Qual a probabilidade da pessoa que atende ter mais braços do que a média?

Beckett, Beckett e mais Beckett

Ontem fui ver o Waiting for Godot e ocorreu-me que todos os dias vou para a faculdade e fico à espera das seis da tarde. Muito deprimente.

Ainda mais Beckett

Já conhecem a companhia de teatro de Coimbra "A escola da noite"? Vai estrear Beckett em Junho. Gostava de ir ver. Talvez possamos combinar, assim sempre é mais uma lisboeta em Coimbra.

segunda-feira, maio 15, 2006

Lisboetas

Ontem fui ver o filme Lisboetas. Apesar de, pelo menos de uma forma geral, sabermos o que os imigrantes passam em Portugal, como são explorados na construção civil, como a burocracia da legalização os deixa confusos e desanimados, o filme entristece por deixar a ideia que Lisboa, uma cidade, para nós, com tantas referências positivas, é, para muitos imigrantes, o símbolo do engano e da exploração.

Ainda Samuel Beckett

Hoje às 16h30m, na Rádio Universidade de Coimbra, 107.9 FM,

Rascunho para a Rádio I

CINEBECKETT no TAGV

Hoje às 21h30 m, no Teatro Académico Gil Vicente,

Waiting For Godot (2001)

Realização: Michael Lindsay-Hogg
Actores: Stephen Brennan, Barry McGovern, Sam McGovern, Johnny Murphy e Alan Stanford

sexta-feira, maio 12, 2006

Mini-Curso Livre de Sistema Solar

"Mini-Curso Livre de Sistema Solar", a realizar nos dias 17, 24 e 31 de Maio, das 14:30 às 15:30, no piso 2 do Departamento de Matemática da FCTUC, Largo D. Dinis, Coimbra. O curso é de nível introdutório e aberto a todos os interessados, não sendo necessários conhecimentos específicos de Astronomia ou áreas afins.

Programa:
Dia 17 de Maio, Sala 2.5, às 14:30 - Formação do Sistema Solar e Planetas Telúricos.
Dia 24 de Maio, Sala 2.4, às 14:30 - Planetas Gigantes e seus sistemas de satélites.
Dia 31 de Maio, Sala 2.4, às 14:30 - Cometas, Asteróides e outros pequenos corpos.

Inscrições para o e-mail: s_solar@mat.uc.pt, ou directamente na primeira aula.

Leccionado por Nuno Peixinho,
Grupo de Astrofisica da Universidade de Coimbra,
Observatorio Astronomico da Universidade de Coimbra

Concurso

1 .Qual o apelido de solteira da Marie Curie?
2. Qual foi a última mulher a ganhar o prémio Nobel da Física?
3. Quem foi a primeira?
4. Quais os nomes das que não ganharam?

Será que alguém compra?

O esforço para se manter focado


Nesta fotografia ilustra-se a dificuldade que algumas têm em manter-se focadas, principalmente em ambientes nocturnos. Neste caso o 'Amigo-Imaginário' e o 'Alfacinha-de-Gema' observam, interessados, o fenómeno.

Sessão de poesia na Casa da Cultura (Coimbra)

Queria pedir desculpa por não ter ido assistir ontem à sessão de leitura e pedir a quem participou para deixar aqui os poemas que levou.

Mais uma miúda do sul

Acabadinha de chegar estou um bocadinho baralhada: há aqui alguém de Coimbra?

Na oficina de poesia...

... estivemos, na passada quarta feira a analisar um texto de Robert Duncan que acho que alguns de vós vão gostar:

SOURCE

Or: I work at the language as a spring of water works at the rock, to find a course, and so, blindly. In this I am not a maker of a way. For the way in itself. It is well enuf to speak of water's having its destination in the sea, and so to picture almost a knowing in the course; but the sea is only the end of ways - could the stream find a further couse, it would go on. And vast as the language is, it is no end but a resistance thru which a poem might move - as it flows or dances or puddles in time - making it up in its going aloneg and yet going only as it breaks the resistance of the language.
When I was about twelve - I suppose about the age of Narcissus - I fell in love with a mountain stream. There, most intensely for a summer, staring into its limpid cold rush, I knew the fullest pain of longing. To be of it, entirely, to be out of my being and enter the Other clear impossible element. The imagination, old shape-shifter, strecht itself painfully to comprehend the beloved form.
Then all windings and pools, all rushing on, constant inconstancy, all streams out of springs we do not know where, all rush of senses and intellect thru time of being - lifts me up; as if out of the pulse of my bloody flesh, the gasp of breath upon breath (like a fish out of water) there were another continuum, an even-purling stream, crystal and deep, down there, but a flow of waters.
I write this only to explain some of the old ache of longing that revives when I apprehend again the currents of language - rushing upon their way, or in pools, vacant energies below meaning, hidden to our purposes. Often, reading or writing, the fullest pain returns, and I see or hear or almost know a pure element of clearness, an utter movement, an absolute rush along its own way, that makes of even the words under my pen a foreign element that I may crave - as for kingdom or salvation or freedom - but ever know.

Roobert Duncan, Letters [1953-56]


Alguém quer contribuir com uma tradução?

quinta-feira, maio 11, 2006


Olá! Eu sou a Cristina de Lisboa.

O cicerone

Não partilho o entusiasmo desta senhora. Tal como se previa, o Fórum não oferece mais filmes mas apenas os mesmos do Dolce Vita. O Avenida vai ter de fechar não havendo nada que o substitua. Tenho muitas dúvidas quanto à restauração, pois coisa boa desta terra são os tascos. Vamos lá ver como vai ser o resto. Mas... eu sou o burguês que tem carro.

Hoje, excursão...

... à mais recente catedral do consumismo!

Sempre a espreitar-nos, do outro lado do rio, está um gigantesco edifício com aspecto de estádio de futebol. É o Forum Coimbra, um centro comercial gigantesco, tentador mas inacessível, pelo menos para quem não tem carro, como eu. Há cartazes por toda a cidade a anunciar a loja Fnac e outros delícias como 579 salas de cinema. Será que é hoje que o vou conhecer?

As cores...