quarta-feira, fevereiro 07, 2007

De um trago

Depois de um jantar ligeiro, e enquanto esperava a hora da minha sessão de cinema, entrei numa livraria, disposta a folhear uns livros. Peguei num pequeno livro e procurei um banco para me sentar. Entro então numa história em que alguém conta uma história na qual o próprio narrador tem dificuldade em acreditar. E segue pela madrugada dentro, a contar factos cada vez mais inverosímeis e mais fascinantes enquanto eu olhava para o relógio, pois tinha de acabar o livro antes da sessão de cinema. E acabei, li-o " de um trago", e saí da livraria como quem sai de um espetáculo de magia. O livro é de Manuel António Pina, Os papéis de K.
Em seguida entrei noutra história, a de Babel, onde as falhas de comunicação constroiem três narrativas ao mesmo tempo simbólicas e descritivas do mundo actual, supostamente global, mas muito humanas e comoventes. E hoje, o comentário da Maaike ao post do Taxi Driver, conta mais uma dessas histórias.

7 comentários:

  1. De um trago. Depois de uma péssima sopa alenteja na loja das sopas (ou casa, ou cantinho, ou outra coisa qualquer das sopas), entrei na livraria, fui à estante e retirei K. De um trago foi a tarte de maçã e o rimeiro abatanado. Só interrompi aí uma hora depois para o segundo abatanado. E depois foi até ao fim. Será esta uma leitura para discutir em Madrid? Não, também eu não o comprei. Mas se for necessário...

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  2. Um quarto do livro foi lido na ida. Um outro quarto na volta do metro. Entretanto não sei se dormi ou se sofri um episódio psicotico. A loiça ainda estava por lavar e o chão por varrer. Entretanto vi Deus fazer asneira! Liedson! Nada de coices! As migalhas ainda percorriam o teclado agora ainda com mais pernas....ahahahahaha.....mais uma página de P.. Enquanto esperava pelo sono li a outra metade. Conclusão: e depois sou eu que ando nas drogas.
    (mais uma vez obrigado pela prendinha)

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  3. Já agora, quem é o Manuel Pina?

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  4. Um poeta português, que também tem histórias para crianças. Aqui há uns tempos (anos) oferecemos à Alexandra um livro infantil do Manuel António Pina. Nunca mais vi esse livro nas livrarias.

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  5. E tem um poema sobre os seus gatos, o que quer dizer que tem gatos, ou seja é boa pessoa de certeza.

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  6. Não sou muito fã de gatos, mas enfim.

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