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terça-feira, julho 20, 2010

O Elefante evapora-se

("Origén", La Ribera)

Esta série de histórias de Haruki Murakami tem-me acompanhado nas viagens de comboio na linha S2 Sabadell - UAB, e nas esplanadas e restaurantes de Barcelona. Ontem, enquanto saboreava mais um prato típico da Calúnia, acompanhava a história de uma mulher de família que não conseguia dormir. Na verdade isso não a perturbava muito; podia assim fazer muitas outras coisas que não teria possibilidade de realizar. Sentia-se até rejuvenescida. Por causa disso mesmo, passou a nem sequer tentar dormir. Na verdade o que a personagem queria mesmo fazer era ler. Passava horas a fio obsessivamente a ler, dia e noite, fazendo apenas intervalos para cumprir as suas obrigações domésticas. Enquanto eu lia estas páginas, já com o sorbete de limão e cava na mesa e o restaurante a encher, olhei-me ao espelho do outro lado da sala e percebi que me estava eu a tornar na própria personagem; obsessivamente a ler aquelas páginas umas atrás da outras. Finalmente pousei o livro e bebi o café e tomei atenção ás duas belas mulheres (turistas certamente da Europa do norte) que estavam na mesa à minha esquerda. Na mesa do meu lado direito, um jovem casal de Coimbra comportava-se como seria de esperar...
Para não ser reconhecido pedi a conta com o meu melhor sotaque Castellano.
Entretanto a personagem de "O elefante evapora-se" acordou do pesadelo em que esteve encerrada e finalmente teve que tomar a decisão...

terça-feira, julho 13, 2010

Harvey Pekar

Toda a gente pode ser um super-herói. Até Harvey Pekar, a personagem imortalizada em "American Splendor". Não é preciso ser bonito ou especialmente inteligente ou sociável. Basta encontrar o seu lugar no mundo e fazer o que tem a fazer. Harvey Pekar fazia banda desenhada autobiográfica com um estilo de narrativa original e "alternativa" (para dizer o mínimo). Morreu aos 70 anos.




domingo, março 01, 2009

Fahrenheit 451

Vi pela primeira vez este filme de François Truffaut, baseado num romance de Ray Bradbury, com aproximadamente 12 anos. Na altura fiquei com a sensação de estar a ver um filme de terror devido, principalmente, aos diálogos que me pareciam inteligíveis e frios. Julgo que não tinha bem a ideia sobre o que era o filme até porque, não se pode dizer que já tivesse a maturidade para perceber a relevância do assunto. Ainda assim, a sequência inicial em que os bombeiros revistam uma casa à procura de livros que em seguida são queimados na rua com a ajuda de um lança chamas, foi visita constante durante anos dos meus pesadelos nocturnos. Esta semana ganhei coragem para rever o fahrenheit 451 na esperança de apaziguar os demónios do meu guarda-fatos...

sexta-feira, novembro 28, 2008

Hip Hop

Dance, sex, music...Is bigger than religion, hip hop. Pela diva de Filadélfia, Erykah Badu:






Há também o hip hop activista e ruidoso dos Public Enemy. O clássico "fight the power!" mother fucker!




Há também o cool shit hip hop mother fucker. Digable planets "Rebirth of slick (cool like dat)":



E depois há os hippies De La Soul . Na próxima 2ª feira no Casino de Lisboa.

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Apesar de tudo...Deus não existe


Este livro de Richard Dawkins é de facto uma bíblia dos ateus. Eu diria que é mesmo uma grande arma na cruzada anti-fanatismo religioso que ameaça destruir o planeta. "The God Delusion" é capaz de converter teístas de mente aberta e qualquer ateu envergonhado. Este livro foi antecedido por um documentário do channel4.

quarta-feira, junho 13, 2007

Livros



Estou a ler o Cemitério de Pianos de José Luís Peixoto. Na página da internet pode ler-se:
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Numa Lisboa sem tempo, entre Benfica e o centro, nascem, vivem, sonham, amam, casam, trabalham e morrem as personagens deste livro. No ventre de uma oficina de carpintaria aninha-se o cemitério de pianos, instrumentos cujo mecanismo, à semelhança dos seres que os rodeiam, não está morto, encontrando-se antes suspenso entre vidas. Exílio voluntário onde se reflecte, se faz amor, lugar de leituras clandestinas, espaço recatado de adúlteros, pátio de brincadeiras infantis e confessionário de mortos, é o espaço onde se encadeiam gerações.
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E a sensação que tenho é a de alguém ter transformado as crónicas de António Lobo Antunes em romance, de se ter apropriado dos seus ambientes, do seu tempo, de Benfica. Não consigo ler este livro, que tão boas críticas suscitou, sem pensar numa falsificação. Devo estar a exagerar! Alguém leu o livro?

quinta-feira, abril 26, 2007

Leituras

Acabei ontem de devorar um livro do qual não restam migalhas: Na América de Susan Sontag. Conta a história de uma adorada actriz polaca que graças ao seu encanto e forte personalidade reúne sempre em torno de si um grupo de grande amigos. Quando resolve ir para os EUA com o objectivo de formar uma comunidade agrícola, alguns dos amigos mais próximos, pintores, escritores, aristocratas seguem-na. Irão trabalhar na terra, alimentar animais. A comunidade acaba por se desfazer e a actriz volta aos palcos, desta vez aos americanos, e mais uma vez conquista o público e reúne um novo grupo de pessoas à sua volta. O livro conta a história desta personalidade forte, ambiciosa, irrequieta, misturada com a história da América dos finais do séc. XIX com a sua sociedade de imigrantes, ambiciosa, por vezes moralista e preconceituosa, ávida por novidades.
Por breves momentos, Susan Sontag volta ao tema da fotografia quando refere a fotografia tirada por uma fotografa itenerante à sua comunidade de agricultores, prenunciando o seu falhanço.
É um bonito livro, tanto por fora como por dentro, com uma capa onde se vê uma fotografia de Alfred Stieglitz, As mãos de Helen Freeman.

terça-feira, março 06, 2007

Sonhos

(O sonho de picasso)

Já li "os papéis de K." e gostei. A propósito, a escrita da tese teve um aspecto positivo na minha vida(!). Já há muito tempo que não tinha sonhos (ou me lembrava disso) nem acordava depois de uma sessão dessas. É até um bom sinal. Os meus neurónios andam com certeza fazer horas extraordinárias e por isso com muitas ideias para arrumar durante a noite.
Só é pena não serem sonhos eróticos.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Cartas de uma Freira Portuguesa

Por variadas ocasiões ouvi falar nas "Cartas de uma Freira Portuguesa" e principalmente devido à polémica que rodeia a autenticidade das mesmas. Finalmente consegui ler tão famosas cartas de amor nesta tradução de Eugénio de Andrade. Tendo sido escritas no século XVII, retratam de uma forma poderosa e angustiada o desgosto amoroso e o quão desarmadas se tornam as pessoas sobre a influência do feitiço...

terça-feira, janeiro 16, 2007

Biblioteca do Conto Online

Para os interessados, a Revista Ficções tem online alguns contos de autores Portugueses. Ficções